Filmes de Harry Potter classificados, dos melhores aos piores

O universo encantador de Harry Potter, repleto de magias, escobas que cortam os céus, personagens heroicos e antagonistas memoráveis, cativou gerações inteiras, trazendo alegria aos novatos e nostalgia aos entusiastas de longa data.

A saga literária alcançou a impressionante marca de mais de 500 milhões de exemplares vendidos globalmente, e suas versões para o cinema arrecadaram bilhões de libras, assegurando seu status icônico na cultura pop contemporânea. A narrativa se expandiu com obras derivadas, incluindo as prequelas de "Animais Fantásticos", a peça "The Cursed Child" e rumores de uma série televisiva em produção.

É notável também a evolução da série cinematográfica; desde o lançamento de "A Pedra Filosofal" em 2001 até "As Relíquias da Morte - Parte 2" em 2011, houve uma transição notória do clima lúdico e infantil para uma atmosfera mais madura e sombria.

Filmes de Harry Potter classificados, dos melhores aos piores segundo o Yahoo Movies.

1. O Prisioneiro de Azkaban 

Independentemente de suas opiniões sobre os filmes anteriores, "O Prisioneiro de Azkaban" representou um salto qualitativo para a série em 2004, destacando-se como um feito técnico cinematográfico. O diretor mexicano Alfonso Cuarón, conhecido por "Filhos da Esperança", "Gravidade" e "Roma", demonstrou sua habilidade ao combinar uma cinematografia deslumbrante com uma sagacidade que enriqueceu a obra. As cenas com Bicuço são encantadoras e cheias de vivacidade, e as sequências de viagem no tempo são realizadas com um estilo elegante, complementadas por uma direção que acerta em cheio no timing cômico.

Este filme se destaca por não focar na ameaça iminente de Lord Voldemort. Em vez disso, ele se aprofunda na complexa genealogia de Harry e explora os conceitos de bem e mal através das figuras de Sirius Black e do Professor Lupin, este último enfrentando o desafio de sua condição de lobisomem. A relação entre Harry, Hermione e Ron é mais forte e evidente do que nunca, e a nova conexão de Harry com Sirius Black, que se torna uma espécie de figura paterna, traz uma carga emocional intensa ao enredo. Além disso, testemunhamos o crescimento de Harry como bruxo, culminando em sua habilidade de conjurar um poderoso Patrono no clímax do filme.

A atuação de Emma Thompson como a peculiar Professora Trelawney foi uma adição brilhante ao elenco, e David Thewlis se juntou a um grupo já estelar de atores. Indiscutivelmente, este filme é um marco dentro da série que, mesmo após 17 anos do lançamento do primeiro longa, continua a encantar milhões ao redor do globo.

2. A Pedra Filosofal 

O inaugural filme de Potter, notoriamente o mais icônico, estabeleceu-se como um ponto de partida espetacular para a série, consolidando-se como um dos mais memoráveis filmes familiares da história. Embora as habilidades de atuação do jovem elenco, com a exceção de Matthew Lewis no papel de Neville, não fossem notáveis, as performances de Alan Rickman, Maggie Smith, Robbie Coltrane e Richard Griffiths foram excepcionais. A breve, porém marcante, presença de Richard Harris como Dumbledore deixou uma lembrança duradoura, fornecendo uma interpretação do personagem que, apesar de sua curta duração de apenas dois filmes, permanece como a definitiva.

A obra captura com maestria o clima misterioso e fascinante de Hogwarts. Com a introdução de Harry ao universo mágico, o público é imediatamente transportado para esse mundo junto dele. O filme transborda de alegria e maravilhamento inocente, elementos que encantaram sua infância e que, se você se permitir, continuam a encantar e inspirar até hoje. 

3. A Câmara Secreta 

Os primeiros dois filmes do universo de Harry Potter dividem opiniões de forma acentuada – ou são adorados ou detestados, sem meio-termo. Pode parecer duro julgar a performance de atores mirins, mas é inegável que há uma certa falta de refinamento nas atuações. Rupert Grint se destaca, entregando talvez a sua melhor atuação na saga, com expressões de medo memoráveis durante a excursão à Floresta Proibida. Embora os efeitos especiais possam parecer um tanto primitivos em momentos, eles contribuem para o encanto e a sensação de magia, elementos que parecem se diluir conforme a série evolui. Adicionalmente, Kenneth Branagh brilha no papel do egocêntrico e medroso Professor Lockhart, e Shirley Henderson é a escolha ideal para a personagem da Murta Que Geme.

4. O Enigma do Príncipe

"O Enigma do Príncipe" foi o filme que trouxe uma atmosfera mais sombria para a saga de Harry Potter, onde a escuridão visual começou a ser confundida com profundidade narrativa e suspense. Mesmo que seja necessário um esforço para enxergar além da penumbra, o filme se revela envolvente, especialmente na representação dos primeiros passos da busca pelas Horcruxes. Daniel Radcliffe evoluiu em sua atuação, apesar de uma cena inicial constrangedora onde tenta flertar com uma garçonete. O filme ainda reserva momentos de grande prazer, como a tensa jornada de Dumbledore e Harry até uma caverna em busca do medalhão de Slytherin, e destaca uma das atuações mais memoráveis de Alan Rickman na franquia.

5. As Relíquias da Morte – Parte 2 

O filme "As Relíquias da Morte Parte 2" transita entre o magnífico e o absurdo. A cena que revela as lembranças de Snape sobre Lílian Potter é magistralmente executada, proporcionando um dos momentos mais emocionantes da série. A visão onírica de Harry com Dumbledore na estação de Kings Cross é igualmente impressionante. Por outro lado, a estranha inclusão da batalha entre Harry e Voldemort, onde eles se engalfinham e lutam sobre os telhados de Hogwarts, parece fora de lugar e desnecessária. É lamentável que as mortes de personagens marcantes como Fred Weasley, Remus Lupin, Nymphadora Tonks e Colin Creevey na Batalha de Hogwarts sejam omitidas e não recebam a devida importância. Apesar disso, o filme consegue encerrar a saga de forma satisfatória, entregando um espetáculo visual memorável.

6. A Ordem da Fênix 

A estrela incontestável de "A Ordem da Fênix" é a Professora Umbridge, vivida pela Imelda Staunton. Sua atuação é impecável, superando até mesmo a presença sinistra de Voldermort - um feito notável, considerando que sua personagem já seria assustadora mesmo sem o uso de magia. Staunton se destaca na tela, ofuscando seus colegas com uma atuação que arrepia. Por outro lado, Daniel Radcliffe entrega uma performance sólida, especialmente nas cenas românticas com Cho Chang, que são surpreendentemente encantadoras. Contudo, o filme peca na execução do enredo. "A Ordem da Fênix" talvez seja o livro menos envolvente da série, prolixo e com uma trama que não empolga - a missão de evitar que Voldermort se apodere de um objeto mágico no Ministério da Magia carece de empolgação. Apesar disso, o filme se mostra um complemento robusto à saga, abordando as deficiências do livro de maneira eficaz – poderia estar entre os melhores, mas é importante manter-se honesto quanto a isso.

7. O Cálice de Fogo 


Inicialmente, o penteado dos garotos no filme chama atenção. Harry e Ron, sendo magos, poderiam ter conjurado cortes mais apropriados, não é mesmo? Mas deixemos isso de lado. A performance de Daniel Radcliffe deixa a desejar e sua idade já não justifica mais tais deslizes. O filme omite detalhes cruciais, como as intrigantes tramas de SPEW e Ludo Bagman, além de não aprofundar nos novos personagens, o que dificulta a conexão emocional do público. Algumas cenas são particularmente desconcertantes, como quando Harry ingere o Gillyweed e se contorce diante do público, parecendo um peixe fora d'água - uma execução pobre em CGI e incoerente com a natureza modesta do protagonista. Contudo, há momentos bem realizados, como o embate de Harry com o Norwegian Ridgeback e o tenso confronto no cemitério, onde Ralph Fiennes brilha no papel de Voldemort.

8. As Relíquias da Morte – Parte 1 

O filme se arrasta em um ritmo lento, intercalado apenas por ocasionais e pitorescas imagens de cenários naturais usadas como enchimento, deixando longos períodos onde pouco ou nada de significativo ocorre. A dinâmica insatisfatória entre os personagens principais fica evidente, especialmente durante a estranha cena de dança de Harry e Hermione, que muitos consideram o ponto mais fraco de toda a saga.

As mortes emocionantes de personagens queridos como Hedwig e Dobby, embora tocantes, não conseguem compensar a falta geral de substância do filme. Além disso, o filme cometeu o erro pioneiro de dividir o último livro da série em duas partes, uma prática que seria adotada posteriormente por outras franquias, como Jogos Vorazes. Este filme, que serve mais como uma ponte do que como uma peça de entretenimento independente, parece ter sido uma adição desnecessária à série.

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