Harry Potter: 7 histórias principais cortadas dos filmes das Relíquias da Morte

Transformar centenas de páginas de um livro em apenas algumas horas de imagens em movimento é um desafio que exige muitas escolhas e adaptações. Muitas vezes, isso implica em cortar ou modificar partes inteiras da história original. Isso nem sempre afeta o desfecho do filme, nem muda drasticamente o caminho que os personagens percorrem para alcançá-lo, mas pode deixar lacunas na narrativa ou dúvidas para quem não conhece a obra literária.

Mesmo sendo dividido em dois filmes separados de duas horas e meia cada, Harry Potter e as Relíquias da Morte deixaram de fora várias tramas e histórias que existiam no livro. Muitas dessas ausências foram pouco significativas no contexto geral, mas existiram algumas histórias relevantes que mereciam ter sido incluídas nos filmes de Harry Potter de algum modo. 

A redenção de Duda 

Depois de encontrar os Dementadores no começo de O Enigma do Príncipe, o comportamento de Duda em relação a Harry se altera um pouco. No início, Harry desconfia que seu primo possa estar só zombando dele quando ele passa a deixar xícaras de chá na frente da porta do quarto, mas logo percebe que não é isso.

Quando os Dursley se aprontam para sair da Rua dos Alfeneiros número quatro antes do aniversário de dezessete anos de Harry, Duda demonstra interesse verdadeiro pela proteção de Harry. Alguns podem dizer que algumas xícaras de chá gelado e um instante de piedade não são suficientes para reparar quase duas décadas de sofrimento, mas outros acharão que os filmes prejudicaram Duda nesse ponto.

A Redenção do Monstro 

Duda não foi o único personagem que teve seu arco de redenção excluído do cinema. Na verdade, o dele nem foi o mais importante. A virada de Monstro e a posterior aceitação de Harry como seu novo senhor foi relevante não só para sua própria evolução pessoal, mas também para a de Harry, que, nos livros, ao menos, conseguiu perdoar Monstro pela participação que ele teve na morte de Sirius (uma trama que também foi suprimida dos filmes).

O arco de redenção de Monstro também tem relação com outra trama cortada que mostra Hermione criando uma organização para defender os direitos dos elfos domésticos chamada F.A.L.E. A drástica mudança de atitude do pequeno elfo doméstico comprova que Hermione estava certa desde o início e levanta a questão se Monstro teria traído Sirius de antemão se ele tivesse recebido um pouco mais de consideração. 

O Segredo de Snape 

Um personagem que tem seu arco de redenção mostrado no cinema é o de Severus Snape, porém, nos filmes, Voldemort jamais descobre a verdadeira lealdade de Snape antes de sua morte final. Na realidade, o mistério de Snape quase se perde com Harry, que caminha pela floresta para se sacrificar sem revelar a ninguém os inúmeros atos heroicos do antigo Mestre de Poções.

No livro, Harry revela a Ron e Hermione o que testemunhou na Penseira após a queda de Voldemort, mas esse diálogo não foi incluído nos filmes. Harry também não instrui Neville a eliminar Nagini antes de enfrentar Voldemort na Floresta Proibida. Ele toma essa decisão no livro baseado no raciocínio de que três pessoas ainda terão conhecimento do segredo de Voldemort mesmo depois de sua morte. Esse segredo era que Voldemort tinha dividido sua alma em sete partes e escondido cada uma delas em um objeto mágico chamado Horcrux. Harry, Ron e Hermione passaram a maior parte do livro procurando e destruindo esses Horcruxes, que eram a única forma de acabar com Voldemort de vez.

Retrato de Phineas Black 

Phineas Nigellus Black era um antigo diretor de Hogwarts que tinha retratos na famosa escola de magia e na casa número 12 do Grimmauld Place. No livro, Hermione leva o retrato da casa com ela na sua bolsa para poder continuar pedindo o conselho de Black quando precisar. Com isso, ele acaba tendo um papel essencial no desenrolar dos acontecimentos.

Como os leitores do livro devem se lembrar, Black escuta Hermione falar para Harry e Ron que eles estão na Floresta de Dean e passa essa informação para Snape pelo seu retrato na sala do diretor. É assim que Snape consegue achar Harry e lhe entregar a Espada de Gryffindor, mas, nos filmes, nunca é mostrado como Snape descobre onde eles estão. Esse é um dos maiores furos da história de Harry Potter, mas não o único. 

Espelho bidirecional de Sirius 

No livro Harry Potter e a Ordem da Fênix, Sirius presenteia Harry com um espelho bidirecional que permite que os dois se comuniquem por longas distâncias, sem o risco de serem interceptados. Por algum motivo, este espelho foi excluído da adaptação cinematográfica, mas um fragmento dele surge em ambos os filmes de Relíquias da Morte, com Harry sendo visto olhando no espelho várias vezes ao longo dos dois filmes. O espelho é um objeto mágico que mostra o desejo mais profundo de quem o olha, e Harry usa o espelho para tentar se conectar com Sirius, que morreu no final do quinto livro. No entanto, o que Harry vê no espelho é apenas o reflexo de seus próprios olhos, indicando que ele deseja ver Sirius novamente. O espelho também tem um papel importante na trama, pois é através dele que Harry reconhece o olho de Aberforth Dumbledore, o irmão de Alvo Dumbledore, que o ajuda a entrar em Hogwarts no último filme. O espelho é um exemplo de como os livros de Harry Potter exploram temas como o amor, a perda, a esperança e a memória. 

Sem o espelho, Aberforth não teria como saber que Harry e seus amigos estavam aprisionados na Mansão Malfoy e, por isso, não teria mandado Dobby salvá-los. Por isso, a escolha de não mostrar como Harry conseguiu o espelho nos filmes é um pouco curiosa, já que ele e seus amigos dificilmente sobreviveriam sem ele.

O Destino da Varinha das Varinhas 

Em Relíquias da Morte - Parte 2, o último filme da saga, Harry destrói a Varinha das Varinhas ao meio. Nos livros, contudo, Harry opta por devolver a varinha ao túmulo de Dumbledore, acreditando que assim que ele morresse de causas naturais, o poder da varinha se extinguiria com ele. No fundo, o destino da Varinha das Varinhas é o mesmo, mas há um contraste essencial que os filmes não levam em conta.

No livro, Harry emprega a Varinha das Varinhas para restaurar sua varinha original, o que facilita muito a escolha de se desfazer da Varinha das Varinhas. Contudo, como esse pequeno pormenor foi omitido do filme, ele provavelmente fica sem varinha, pois não há como reparar uma varinha partida por qualquer outra forma. Olivaras parece concordar com isso, e com o único outro fabricante de varinhas conhecido (Gregorovitch) assassinado por Voldemort, é complicado imaginar como Harry poderia conseguir consertar sua varinha danificada.

O passado sombrio de Dumbledore 

Mesmo após sua morte no final do sexto filme, Dumbledore continua a ter um papel importante em Harry Potter e as Relíquias da Morte, ainda que de forma indireta. Ele auxilia Harry e seus amigos a descobrir a verdade sobre os objetos que dão nome à história e surge para saudar Harry depois que o fragmento da alma de Voldemort que habitava nele é aniquilado. Contudo, no livro, ele tem uma participação muito maior.

Embora tenha sido mencionado no casamento de Gui e Fleur, o escândalo de Dumbledore por Rita Skiter nunca é realmente aprofundado em nenhum dos filmes. No livro, entretanto, Harry duvida se ele realmente conhecia Dumbledore, ao mesmo tempo que retrata o ex-diretor sob uma perspectiva não tão favorável. Ele também investiga o destino da irmã de Dumbledore, Ariana, uma personagem que surge no segundo filme das Relíquias da Morte sem nunca ter sido devidamente introduzida. 

Fonte: GameRant

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