Aranha de Harry Potter e o Cálice de Fogo existe na vida real e pode ser encontrada no Brasil


Em Harry Potter e o Cálice de Fogo, há uma cena em específica com uma espécie de Aranha, ela existe na vida real e pode ser encontrada no Brasil. 

Em Harry Potter e o Cálice de Fogo, Harry retorna para seu quarto ano na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, junto com os seus amigos Rony Weasley e Hermione Granger. Desta vez, acontece um torneio entre as três maiores escola de magia, com um participante selecionado de cada escola, pelo Cálice de Fogo. O nome de Harry aparece, mesmo não tendo se inscrito, e ele precisa competir. 

Enquanto os alunos estão em uma das aulas de defesa contra as artes das trevas, durante uma aula sobre as Maldições Imperdoáveis, um aracnídeo protagoniza a cena. O que você provavelmente não sabia, é que essa espécie existe na vida real e pode ser vista no Brasil.

Rony Weasley tem uma fobia bem comum: a Aracnofobia, que é o medo/aversão de aranhas. Rony começou a ter medo quando seu irmão transformou seu ursinho em aranha.

A palavra Aracnofobia (Arachnefobia) vem do grego: “arachne”=aranha e “phobia” = fobia. 

No quarto filme da série de filmes de Harry Potter, Harry Potter e o Cálice de Fogo, há uma cena onde o professor Alastor "Olho Tonto" Moody (Mad Eye, em inglês) pega em suas mãos o que claramente é um amblipígio. O animal aparece no filme em uma das aulas de bruxaria, provavelmente devido a sua aparência exótica e seu caráter desconhecido e pouco estudado. No entanto, há um erro em uma das frases proferidas pelo professor: "but if she bites... she's lethal!" ("mas se ela picar...ela é letal"). Os amblipígios não possuem veneno e, portanto, não oferecem perigo ao ser humano. 

Este aracnideo presente no filme de Harry Potter e o Cálice de Fogo é nada menos que a aranha-chicote, ela faz parte dos Amblypygi. 

Amblypygi, designado também amblipígio, é uma ordem de aracnídeo que está incluída na classe Arachnida, a mesma classe das aranhas, escorpiões e carrapatos. Atualmente são conhecidas cerca 128 espécies em cinco famílias distribuídas por todas as partes do mundo. 

Fato Curioso: Apesar de serem da classe dos aracnídeos, os amblipígios não são aranhas, mas mesmo assim recebem o nome popular de aranha-chicote. 

Elas podem ser encontradas no Brasil

No Brasil tem-se aproximadamente 13 espécies em três famílias (Charinidae, Phrynidae e Phrynichidae),que se distribuem da região do Mato Grosso do Sul para a região norte brasileira, com representantes também em Ilhabela. Ocupam florestas tropicais e subtropicais, sendo que algumas espécies são adaptadas a vida em ambientes áridos, como desertos; também são encontrados em cavernas. 

Características

Podendo atingir até 4,5 centímetros de comprimento e achatado dorso-ventralmente, o corpo dos amblipígios é dividido em cefalotórax (prossoma), coberto por uma carapaça única e rígida, pedicelo e abdômen segmentado. O primeiro par de pernas desse animal é extremamente alongado e possui funções sensorial e de comunicação intraespecífica; essas pernas são chamadas pernas anteniformes e não são utilizadas para caminhar. Os amblipígios não possuem glândula de veneno, portanto não oferecem perigo aos humanos. Na região anterior da carapaça, possuem um par de quelíceras bissegmentadas e subqueladas que utilizam para capturar presas com o auxílio dos pedipalpos. Algumas espécies exibem dimorfismo sexual, representado por um pedipalpo maior nos machos. Como em grande parte dos aracnídeos, os amblipígios digerem seu alimento extracorporeamente, o ingerem líquido e sua excreção é efetuada através das glândulas coxais. A respiração se dá através de pulmões foliáceos e a reprodução pode ser assexuada, por partenogênese, ou sexuada, por transferência indireta de esperma. Neste último caso, a cópula ocorre da seguinte maneira: o macho engaja a fêmea em uma espécie de "dança nupcial" até ela ceder o suficiente para que o macho se aproxime e deposite o espermatóforo; na ponta desse espermatóforo está um saco de esperma que deve ser apreendido pela fêmea. Assim que este estágio é alcançado, o macho segura a fêmea com seus pedipalpos e a desloca para onde o espermatóforo foi depositado, permitindo que ela capture o saco de esperma com seu gonóporo; dessa forma, acontece a fecundação. Após a fecundação (ou não, no caso dos partenogenéticos), a fêmea carrega seus ovos em um saco de ovos localizado embaixo do seu abdômen (na região ventral). Após três meses de desenvolvimento embrionário, os ovos eclodem e dezenas de filhotes migram para cima do abdômen da mãe onde permanecem sob sua proteção; após a primeira muda, os filhotes devem seguir suas vidas longe dos cuidados maternos, caso contrário acabam virando presa daquela que os trouxe à vida. 

Origem

Embora ainda seja um assunto bastante debatido, acredita-se que os primeiros amblipígios tenham surgido na Terra durante o período Devoniano. Os primeiros amblipígios de que se tem conhecimento foram encontrados na Inglaterra e na América do Norte. A disseminação destes animais teve início antes da separação da Pangea e da Gondwana. Hoje, os amblipígios possuem distribuição circumtropical, muito embora diferentes subgrupos sejam encontrados em diferentes continentes. 

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