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Designer gráfico dos filmes de Harry Potter fala sobre sua experiência


O designer gráfico Eduardo Lima, um dos donos do estúdio MinaLima e que trabalhou nas sagas de filmes Harry Potter, fala um pouco sobre sua experiência no universo mágico de J.K. Rowling. “Naquela época, ninguém sabia que o filme iria virar essa sensação, esse fenômeno mundial.”, afirma.

De Caxambu para o mundo. Eduardo Lima, 47 anos, é um dos poucos brasileiros responsáveis por trazer o que vimos através de nossa imaginação nos livros de Harry Potter para as telonas dos cinemas. Formado em comunicação visual pela PUC-Rio e apaixonado por cinema, Eduardo entrou nessa aventura de designer gráfico. Ele já trabalhou na franquia de filmes Harry Potter, Animais Fantásticos e, recentemente, lançou o livro ilustrado de Harry Potter e a Pedra Filosofal, junto com a sua empresa MinaLima.

Em entrevista exclusiva, Eduardo Lima falou um pouco sobre sua experiência no universo mágico de J.K. Rowling. “Naquela época, ninguém sabia que o filme iria virar essa sensação, esse fenômeno mundial.”, afirma.

Entrevista com o designer dos filmes de Harry Potter
Como você se sente fazendo parte dos 20 anos de Harry Potter? 

Até hoje, depois de 20 anos, eu não acredito ainda que eu fiz parte disso tudo, porque sabemos que é difícil, assim, no Brasil, é tudo difícil, a arte é difícil, o cinema é difícil, eu saí de uma cidade pequena, do sul de minas e fui parar aqui. Assim, às vezes, penso: “não, será que isso realmente aconteceu?”. O engraçado é que nos primeiros filmes não sabíamos que os filmes seriam todos feitos. Foi depois do Harry Potter 3 que tivemos a confirmação de que todos os filmes iriam ser feitos. Naquela época, ninguém sabia que o filme iria virar essa sensação, esse fenômeno mundial.

Como é o processo de criação?

Do jeito que eu e a Mira (Miraphora Mina, designer gráfica das franquias de filmes Harry Potter, Animais Fantásticos e dona da empresa MinaLima junto com Eduardo) fazemos, nós lemos o roteiro inteiro de uma vez para saber o que é a história, o que que está acontecendo, depois lemos de novo, cena por cena com atenção e fazendo as listas, onde colocamos todos os objetos gráficos que são necessários para cada cena. Dividimos a lista em duas colunas, em uma colocamos todos os objetos que farão parte da ação e em outra os objetos que temos que fazer para decorar aquele cenário.

Depois da listagem, como no caso do mapa do maroto, procuramos mais informações no livro, porque, às vezes, o roteiro não te dá todas as informações. Fomos olhar no livro, mas não tem muita descrição. Uma que tinha, falava que era um pedaço quadrado de papel, onde o mapa aparecia. Aí, eu e Mira olhamos para a cara um do outro e falamos “não, pedaço quadrado de papel não é suficiente para esse mapa”. Depois disso, começamos a fazer o que não queríamos fazer. Nesse mapa, não queríamos que fosse como os da Terra perdida que é todo queimado dos lados. 

Depois que começa, a parte mais gostosa de fazer esses objetos é a parte da pesquisa. Começamos a pesquisar e a olhar outros livros, outros mapas, como foram feitos os mapas da época medieval, da época vitoriana etc. É um processo longo e, é claro, o diretor tem que aprovar. Depois de aprovado, vem a parte de fabricação dos mapas, depois de envelhecimento etc.

Como lidar com o bloqueio criativo?

Isso acontece toda hora (risadas). Até mesmo com tempo e com experiência, o processo do bloqueio criativo, de você ficar olhando para a página branca, acontece toda hora. A única coisa que melhora com o tempo e com a experiência é que você já sabe que você já passou por aquele momento várias vezes e que sempre conseguiu uma solução. Isso me deixa tranquilo.

Quais foram as maiores dificuldades em produzir Animais Fantásticos? 

Em Animais Fantásticos, estamos em um ambiente um pouco mais velho, ninguém está na escola e nem mais adolescente, então esse foi um desafio também que era um outro tipo de história que estávamos contando e o fato de estarmos muito mais no mundo trouxa (não bruxos) do que no mundo bruxo, principalmente em Nova York. Só tem dois momentos em que estamos em um lugar de magia, que é o bar e a Macusa, que é o ministério da magia dos Estado Unidos. Já em Paris (segundo filme da franquia), entramos um pouco mais no mundo bruxo.

Descobri que o terceiro filme será aqui no Brasil, certo?

Terceiro filme eu só posso falar que vamos esperar o que vai acontecer (risadas).

Como está a sua animação com o livro que você produziu com a Mira? 

Esse livro está sendo fantástico. Gostamos de falar que a MinaLima fechou um ciclo agora. Começamos trabalhando pelo filme e fechamos com o livro. Esse livro é super bacana, porque não é apenas meu e da Mina, é da MinaLima, como um Designer Studio, temos outras pessoas trabalhando no livro. A MinaLima, como um Designer Studio, tem sorte de ter vários “bruxos” que trabalham. Todos que trabalham são super fãs de Harry Potter e adoram o que fazemos.

Créditos de conteúdo: Fala Universidades

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