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Fada Madrinha moderniza contos da Disney e traz 'princesa' desiludida


Disponível no Disney+ desde o dia 4, Fada Madrinha cumpre a missão de modernizar os tradicionais contos de fadas do estúdio do Mickey Mouse. Com um tom mais moderno e até feminista, o filme transporta a história para o mundo real, onde nem tudo dá certo, e traz uma princesa trabalhadora e desiludida. A produção ainda dá um novo significado ao conhecido "felizes para sempre".

Na trama, Eleanor (Jillian Bell) é uma fada madrinha em treinamento. A aprendiz sempre sonhou em exercer o ofício, mas descobre que sua futura profissão corre risco de extinção, já que as crianças de hoje em dia pararam de acreditar em magia. No entanto, ela encontra uma carta perdida de uma garotinha de dez anos, que pede ajuda às fadas.

Disposta a recuperar o prestígio da profissão, Eleanor assume a missão de encontrar a menina e parte para o mundo real na esperança de atender ao pedido dela. Porém, ao chegar nos Estados Unidos, a fada descobre que sua "afilhada" cresceu. 

Mackenzie Walsh (Isla Fisher) é uma viúva de 40 anos que dá duro para criar sozinha as duas filhas desde que seu "príncipe encantado" morreu em um acidente. Ela ainda suporta um emprego ruim em uma emissora de TV local para sustentar a família.

Eleanor logo percebe que um vestido de baile e um sapatinho de cristal não serão suficientes para auxiliar a mulher. Apesar disso, a fada não mede esforços para provar à produtora que um toque de mágica e um novo amor podem dar uma aliviada nas desilusões e perrengues da vida adulta.

Mais uma vez, fica nítida a nova abordagem adotada pela Disney em suas produções mais recentes. O estúdio já percebeu que conceitos antes clássicos acabaram ficando ultrapassados. Afinal, não dá mais para resumir a felicidade da mocinha a um mero relacionamento com um homem.

É importante que as meninas de hoje cresçam empoderadas, tendo nas histórias --da Disney ou não-- exemplos mais atualizados do que é ser mulher na sociedade contemporânea. Essa narrativa "girl power" está presente, por exemplo, em Mulan (1998), Valente (2012), Frozen: Uma Aventura Congelante (2013) e Noelle (2020).

Fada Madrinha chega, então, para concretizar essa modernização. O filme não deixa de fora elementos comuns nos contos de fadas: há um baile, uma carruagem feita a partir de uma melancia (tchau, abóboras) e até um guaxinim que varre a casa!

Mas a produção traz tudo isso para uma realidade mais próxima à da mulher moderna. Eleanor descobre que o felizes para sempre de Mackenzie pode muito bem estar no amor próprio e no sentimento dela pelas filhas --valores muito mais importantes do que um vestido perfeito e um sapato de festa.

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