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Tudo sobre Harry Potter e a Pedra Filosofal

 



Resumo

Harry Potter e a Pedra Filosofal (no original, em inglês: Harry Potter and the Philosopher's Stone) é o primeiro dos sete livros da série de fantasia Harry Potter, escrita por J. K. Rowling. O livro conta a história de Harry Potter, um órfão criado pelos tios que descobre, em seu décimo primeiro aniversário, que é um bruxo. No romance, são narrados seus primeiros passos na comunidade bruxa, sua entrada na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts e o início de sua amizade com Rony Weasley e Hermione Granger, os quais o ajudam a enfrentar Lord Voldemort — Lorde das Trevas e assassino dos pais de Harry, que agora procura um objeto lendário conhecido como a pedra filosofal.

Curiosidades

Após ter sido rejeitado por diversas editoras, o livro foi publicado no Reino Unido pela editora londrina Bloomsbury em 26 de junho 1997. No Brasil, a editora Rocco comprou-lhe os direitos em 1999, tendo sido publicado em 1.º de janeiro do ano seguinte; em Portugal, entrou em circulação no dia 14 de outubro de 1999 por intermédio da editora Presença. A obra ganhou a maioria das premiações britânicas julgadas por crianças e outros prêmios nos Estados Unidos e alcançou o topo da lista de ficções mais vendidas do The New York Times em agosto de 1999, na qual permaneceu perto da posição durante grande parte de 1999 e 2000.  O livro foi traduzido para mais de sessenta línguas diferentes.

Comentários sobre a imaginação, o humor e o estilo literário de Rowling marcaram as críticas favoráveis, embora alguns tenham se queixado que os capítulos finais estejam apressados. A escrita da autora foi comparada com a de Jane Austen, uma de suas escritoras favoritas, Roald Dahl, cujas obras prevaleciam sobre o mundo de histórias infantis até a chegada de Harry Potter, e ao poeta Homero da Grécia Antiga. Enquanto alguns comentaristas diziam que o livro se espelhava a internatos das épocas Vitoriana e Eduardiana, outros achavam que a trama estava firmemente aplicada no mundo moderno por conter problemas ético sociais contemporâneos. Junto com os outros títulos da série, o livro foi criticado por grupos religiosos, levando a sua proibição em alguns países devido a acusações de promoção à bruxaria. No entanto, determinados críticos cristãos defendem-no, alegando que ele exemplifica importantes conceitos valorizados pela doutrina cristã, como o autossacrifício.

A Adaptação

A adaptação cinematográfica do livro dirigida por Chris Columbus foi lançada em 2001 e arrecadou mais de 974 milhões de dólares, assegurando sua entrada na lista de filmes de maior bilheteria. Jogos eletrônicos baseados em Harry Potter e a Pedra Filosofal também foram lançados para diversas plataformas, os quais obtiveram críticas favoráveis no geral.

Sinopse

Quando bebê, Harry Potter fora deixado na porta de seus tios maternos Petúnia Dursley (irmã mais velha de Lillian) e Válter Dursley. Harry Potter cresceu na casa dos seus tios, que escondiam a verdade sobre sua família. Ao completar onze anos, Harry começa a receber cartas de um remetente desconhecido, que aumentam de quantidade à medida que seus tios as destroem. Quando finalmente consegue abrir uma delas, Harry descobre que possui poderes mágicos, como os seus pais, e que foi aceito na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts.

Em seguida, é revelado que os Potter não morreram num acidente de carro, como sempre dito a Harry, mas assassinados por Lord Voldemort, um dos maiores bruxos das trevas da história. Na noite do suposto acidente, Voldemort matou Tiago e Lílian Potter, porém, ao tentar matar Harry, perdeu sua forma física e deixou uma cicatriz em forma de raio na testa do menino.

Os Dursley tentam impedir que Harry vá para Hogwarts, até que Rúbeo Hagrid, o guardião das chaves e dos terrenos da escola, aparece e o resgata. Eles compram os materiais escolares necessários no Beco Diagonal, onde o garoto descobre que é famoso dentro da comunidade bruxa por ter sobrevivido a uma tentativa de homicídio. Posteriormente, Harry embarca no trem que o leva até Hogwarts. Ao embarcar, ele conhece Ronald Weasley, um menino ruivo filho de bruxos, e Hermione Granger, uma filha de trouxas (pessoas não-bruxas) com grandes talentos acadêmicos. Os três se tornam amigos e, mais tarde, envolvem-se em uma série de episódios relacionados a um objeto escondido nas profundezas do castelo: a pedra filosofal, um artefato mágico capaz de transformar metal em ouro puro e produzir o elixir da vida eterna. Alguns fatos levantam a suspeita nos três garotos de que o professor Severo Snape estava tentando roubar a pedra para entregá-la a Voldemort.

Depois de confirmar que o espírito de Voldemort ronda o castelo e que a pedra se encontra em perigo, Harry, Rony e Hermione alertam os professores, que descartam tal possibilidade pelo fato do objeto estar protegido por várias armadilhas em uma câmara subterrânea. Consequentemente, os três garotos resolvem proteger a pedra sozinhos: atravessam um alçapão guardado por um cérbero e ultrapassam todos os obstáculos que protegem o objeto. Posteriormente, Harry descobre que o professor Quirinus Quirrell era quem tentava roubar a pedra desde o início para o bruxo das trevas (que permanecia como um parasita na nuca do professor). Harry consegue pegar a pedra e Quirrell tenta matá-lo, porém é derrotado apenas pelo toque do garoto e morre quando Voldemort abandona seu corpo.

Depois de uma conversa com o diretor da escola, Harry reencontra seus amigos e volta para a casa dos seus tios.

Desenvolvimento


J. K. Rowling é a escritora da série.

A criação de Harry Potter e a Pedra Filosofal está intimamente ligada aos acontecimentos que tiveram lugar na vida da autora a partir de 1990. Naquele ano, ela se mudou para Manchester e, depois de uma semana buscando um apartamento na cidade, retornou para Londres de trem, no qual, como diz, foi onde tudo começou: "Realmente não sei como surgiu a ideia [...] Começou com Harry e então todos os personagens e situações começaram a surgir na minha cabeça." Durante o resto da viagem, ela desenvolveu as ideias em sua mente, já que não tinha como escrevê-las, fato que reconheceu como benéfico para o processo criativo da trama. Nesse fluxo de concepções, apareceram personagens como Rony, Nick quase sem Cabeça, Rúbeo Hagrid e Pirraça, além de Rowling ter decidido que a história seria dividida em sete livros.

Naquela noite, a autora começou a escrever o primeiro livro, o qual levou cinco anos para ser finalizado. Durante esse tempo, ela se dedicou à criação de todo o universo que envolve a história de Harry Potter. Rowling havia escrito os primeiros parágrafos em guardanapos ao longo de uma viagem à Escócia. Posteriormente, continuou a registrar seu livro em uma máquina de escrever.

No final de 1990, sua mãe morreu de esclerose múltipla, circunstância que a autora reconhece como uma profunda influência em sua escrita: isso se sucede no fato de Harry ser órfão e como a morte é tratada em todas as suas obras:
Meus livros lidam em grande parte sobre a morte. Começam com o assassinato dos pais de Harry e com a obsessão de Voldemort em vencer a morte, sua busca pela imortalidade a qualquer preço, a grande conquista de qualquer um que possui a magia. Eu entendo porque Voldemort quer conquistá-la: todos a tememos.
Nove meses depois da morte de sua mãe, Rowling, que havia estudado línguas estrangeiras na Universidade de Exeter, mudou-se para Porto, em Portugal, com intuito de ensinar inglês a alunos de oito a 62 anos. Naquele lugar, escrevia em cafés locais ou na escola. Seis meses mais tarde, a escritora terminou os três primeiros capítulos do livro e conheceu o jornalista Jorge Arantes, com quem se casou e de quem engravidou. No país, escreveu muitos dos aspectos principais do livro, como por exemplo a pedra filosofal, que se tornou um elemento fundamental para o desenvolvimento da trama. Para escrever sobre o objeto, Rowling usou detalhes que aprendera sobre ele em suas aulas de química do ensino médio. Em Portugal, também escreveu o capítulo "O Espelho de Ojesed", que o reconhece como seu favorito. A autora afirmou que a escrita do primeiro capítulo foi difícil, e mencionou que existem muitas versões do mesmo. Em algumas das outras versões, os Potter viviam em uma ilha e os Granger, na costa, que viram Voldemort chegando a Godric's Hollow antes de assassinar os Potter,necessário esclarecer além da aparição de personagens que foram eliminados completamente da trama. Rowling reconheceu que a versão final do primeiro capítulo não foi uma das melhores que já escreveu, visto que muitas pessoas têm dificuldade em ler. "O problema com o capítulo referido foi, como muitas vezes acontece nos livros de Harry Potter, que tinha de colocar muitas informações e ao mesmo tempo esconder muito mais."

No final de 1993, a escritora retornou ao Reino Unido por conta de seu trabalho e divórcio. Foi viver com a filha na casa de sua irmã e cunhado em Edimburgo, mas mudou-se posteriormente. Ela entrou em depressão, o que lhe causou dificuldades em continuar a escrever; como não conseguia contratar uma babá para sua filha, tudo o que fazia era "duplamente difícil". Com objetivo de dar seguimento à escrita do livro, começou a frequentar o café de seu cunhado, onde podia redigir calmamente com sua filha quando não havia muitos clientes. Desse modo, foi naquele lugar em que se tornou possível conclusão do livro.

Depois de ter concluído seu trabalho em 1996 e digitado duas cópias dele, Rowling escreveu para a Biblioteca Central de Edimburgo a fim de procurar agentes literários.Ela enviou os três primeiros capítulos a um agente, mas ele os rejeitou; então enviou-os para outro. A agência Christopher Little Literary Agents concordou em encontrar uma editora que publicaria o manuscrito. Depois de doze editoras terem rejeitado o livro, a escritora recebeu a aprovação — e um adiantamento de 1.500 libras — de Barry Cunningham em 1996, que trabalhava para uma pequena editora de Londres chamada Bloomsbury Publishing. "[...] recebi uma carta de resposta. Supus que fosse outra carta de rejeição, mas dentro do envelope estava uma carta que dizia: Obrigado, estamos felizes em receber seu manuscrito.". A escritora leu a carta oito vezes e considera a melhor que já recebeu em sua vida. A decisão do diretor foi devido a sua filha, uma menina de oito anos, que leu o primeiro capítulo do livro e quis saber como continuava. A garota disse ao pai que a obra é "muito melhor do que qualquer outra coisa", então ele decidiu publicá-la.

Em uma entrevista para o jornal espanhol El País em 2008, a escritora disse que não havia escrito o livro pensando em um leitor específico: "Eu o chamei de conto de fadas porque o personagem principal era uma criança. Porém sempre foi uma criança que queria fazer mais. E no final é um homem, um jovem, mas um homem. Isto é incomum nos livros infantis: o protagonista cresce."


Publicação

Após a aprovação do livro, a editora pagou a Rowling 2.500 libras. No entanto, havia uma preocupação com o nome da autora por parte da editora. Little havia percebido que homens não liam ficções escritas por mulheres, então os editores pediram para Rowling adotar um pseudônimo que não mostrasse seu nome completo. Antes da publicação, Rowling adotou o pseudônimo "J. K. Rowling", para ocultar o nome "Joanne". A letra "K" se refere a "Kathleen", o nome de sua avó. A editora inicialmente sugeriu o nome de Harry Potter and the School of Magic (Harry Potter e a Escola de Magia) mas Rowling se opôs, embora a edição francesa do livro tenha sido publicado com esse título (Harry Potter à l'École des sorciers).

Antes de publicar o livro, a Bloomsbury enviou cópias para vários críticos e editores, com o objetivo de reunir algumas opiniões e percepções. Com isso, também procurou algumas críticas que apoiariam a publicação de uma obra de autor desconhecido. Depois de receber elogios, Cunningham contratou Thomas Taylor, um ilustrador também desconhecido, para a edição do livro, devido, em parte, a falta de orçamento. A ilustração da capa permaneceu inalterada em edições posteriores, ao contrário da contra-capa, que mostrava Alvo Dumbledore com uma barba marrom ao invés de uma prata, como é descrita no livro.

"Eu tive que digitar todo o texto sozinha. Para dizer a verdade, algumas vezes cheguei a odiar o livro, mas ao mesmo tempo o amava também."
—J. K. Rowling.
Em junho de 1997, a Bloomsbury publicou A Pedra Filosofal com uma impressão inicial de quinhentas cópias em capa dura, das quais trezentas foram distribuídas em bibliotecas. A resposta não foi imediata, mas o livro registrou críticas favoráveis nos jornais The Scotsman e The Glasgow Herald. Antes da publicação inglesa do livro, Christopher Little havia organizado um leilão, com o objetivo de vender os direitos da publicação do livro nos Estados Unidos. Arthur Levine, da Scholastic Corporation, havia lido o livro durante um voo transatlântico e, em abril de 1997, comprou os direitos de publicação do livro na Feira de Livros da Bolonha. Ele pagou 105 milhões de dólares, uma quantidade estimada excessiva para um livro de gênero infantil. Rowling recebeu a notícia três dias depois da publicação britânica do livro. Depois de um longo debate, o título nos Estados Unidos foi mudado para Harry Potter and the Sorcerer's Stone (Harry Potter e a Pedra do Feiticeiro), pois a editora acreditava que a palavra philosopher (filosofal na tradução) daria a impressão de que o livro falava sobre temas filósofos e não teria apelo comercial. Rowling disse mais tarde que se arrependeu desta mudança, e que teria lutado mais para manter o título original se estivesse em uma posição melhor. Philip Nel disse que a mudança perdeu a conexão com a alquimia, e o significado de outros termos alterados na tradução do inglês britânico para o inglês americano mudaram. O livro foi publicado em 1998 nos Estados Unidos, e em outubro do mesmo ano, Rowling fez uma turnê de dez dias no país, dando entrevistas para promover o livro.

Já que as edições do Reino Unido foram lançadas alguns meses antes das publicadas nos Estados Unidos, alguns leitores estadunidenses compararam versões do livro em inglês britânico com o americano através da internet, fato que gerou polêmica. A mesma coisa aconteceu com seu sucessor, Harry Potter e a Câmara Secreta, e por esse motivo a editora Scholastic processou a Amazon.com — um site de vendas na Internet — por não levar em conta os direitos territoriais e, portanto, atuar de forma ilegal.

O primeiro livro é dedicado à primeira filha de Rowling, Jessica, que teve junto com o português Jorge Arantes, com quem foi casada por poucos meses. A sua mãe, Anne Rowling, que morreu de esclerose múltipla em 1990, com 45 anos, depois da luta de uma década contra a doença; a tristeza da morte da mãe foi uma influência nas histórias de Rowling que, em 2010, criou a Clínica de Neurologia Regenerativa Anne Rowling. E a Dianne Rowling, sua única irmã.

Para Jessica, que gosta de histórias,
para Anne, que gostava também,
e para Di, que foi quem ouviu esta primeiro.

Edições comemorativa

Em janeiro de 2007, a editora Bloomsbury publicou uma nova versão do livro, comemorando o 21.º aniversário da editora, que incluiu uma breve introdução escrita por Rowling. Para marcar o décimo aniversário do lançamento original estadunidense, em maio de 2008 a Scholastic anunciou a criação de uma nova edição do livro, cuja publicação ocorreu em 1.º de outubro de 2008. Para o décimo quinto aniversário dos livros, a Scholastic re-lançou A Pedra Filosofal, juntamente com os outros seis romances da série, com uma nova arte da capa, feita por Kazu Kibuishi em 2013.

Críticas

O livro recebeu críticas positivas, especialmente no que diz respeito à imaginação, humor, e ao estilo literário de Rowling, embora hajam reclamações que os capítulos finais pareçam apressados. O trabalho foi comparado com textos de Jane Austen (uma das autoras favoritas de Rowling), de Roald Dahl, e com o trabalho do poeta grego Homero: "rápido, simples e direto na expressão". Dan Nosowitz afirmou que o livro retomou temas da era vitoriana e eduardiana e de como é a vida dos ingleses em internatos, enquanto outros disseram que o romance introduz importantes questões relacionadas a sociedade atual.

Recepção no Brasil

No país, o livro foi lançado pela Editora Rocco em 1.º de janeiro de 2000, sob o título Harry Potter e a Pedra Filosofal; em Portugal, recebeu o mesmo título. Ele angariou uma média de 4.5 de 5 baseada em 87 744 análises recolhida no Skoob.

Em 2014, Pedro Bandeira fez-lhe um comentário positivo à Veja: "O livro merece o sucesso mundial que obteve. Não será diferente no Brasil. Nós, autores brasileiros de literatura para jovens, devemos dar a mão à palmatória: a senhora Rowling conhece o caminho das pedras." Frini Georgakopoulos, do Almanaque Virtual, disse que "a narrativa tem ótimo ritmo e detalhes o suficiente para enriquecer a história, mas não para deixá-la arrastada". O The Acrobat, por sua vez, comentou que, por ser um livro pequeno, "impressiona a maneira rápida como J.K. Rowling conduz os acontecimentos, fazendo com que a leitura, além de divertida, seja bem leve".

Estrutura

O romance opera através da clássica estrutura de três atos: uma introdução no mundo dos trouxas, o desenvolvimento na escola e depois o retorno ao mundo de que veio.  Essa estrutura simples, que aparece em quase todos os livros da série, ajuda a criar uma sensação de familiaridade com o texto. Inicialmente, o fio da trama é a viagem iniciática de Harry a Hogwarts e o processo de autoconhecimento que o protagonista atravessa, posteriormente tornando a intriga em torno da pedra filosofal o eixo do livro.  Segundo Julia Eccleshare, Rowling usa o mecanismo de busca como um motor dramático, um princípio estrutural e uma maneira de caracterizar moralmente os personagens envolvidos nele. Polly Shullman comentou sobre a estrutura do livro: "O primeiro livro tem uma trajetória dramática simples: Harry sabe quem são os bons e os maus, mas no final, está errado."

Temas

Segundo a autora, o tema principal do livro, desde o começo da obra, é a morte. No primeiro capítulo do livro é anunciado a morte dos Potter e, a partir desse momento, a fatalidade ronda o protagonista. A trama em torno da pedra filosofal é motivada pela ganância de Voldemort, que deseja ser imortal através do elixir da vida. "A questão da imortalidade está quase sempre presente na obra de J. K. Rowling. Todo o primeiro livro gira em torno do desejo de Voldemort em conseguir a pedra [...]", comentou David Colbert.

O auto sacrifício motivado pelo amor também é outro tema central neste livro e em toda a saga, de acordo com Daniel Mitchell. O amor é a força que pode deter o poder de Voldemort, já que ele desconhece a forma e o poder que opera. Além disso, Mitchell vê certas ressonâncias cristãs no sacrifício de Lílian Potter em salvar a vida de seu único filho, o que é repetido com outros personagens, como Dumbledore e Dobby ao longo da série.

De acordo com Gwen Tarbox, A Pedra Filosofal também aborda a questão das relações entre crianças e adultos, com base no conceito de "inocência infantil" derivado do Iluminismo. Este conceito determina que uma criança "inocente" é aquela que ignora certos fatos. De acordo com a análise de Tarbox, instaura-se uma relação entre Harry e Dumbledore com base na posse do conhecimento fornecido pelo segundo ao primeiro, relação que atinge seu ponto máximo em Harry Potter e a Ordem da Fênix.

O poder e a tentação por este constituem outro tema central. Alan Jacobs salientou que a magia, tal como Rowling a descreve, funciona como uma metáfora sobre o papel que a tecnologia desempenha no mundo real e que seu domínio é de aprendê-la através do estudo. Personagens como Voldemort mostram uma ambição de conseguir tal magia, o que os fazem mudar para o lado das trevas. Scott argumenta que Harry enfrenta as promessas de poder e grandeza quando escolhe não fazer parte da Sonserina, mas alega que o rapaz terá uma inevitável tentação pelo poder em outras ocasiões. Shullman, pelo contrario, acha que Harry não tem esse tipo de dúvidas, mas suas tentações têm mais a ver com a saudade de entes queridos, e sua relação com o espelho de Ojesed comprova isso.

Premios e Indicações

Na sequência da publicação e recepção da crítica, o livro ganhou vários prêmios literários no mundo anglo-saxônico. Entre os prêmios recebidos em território britânico, destacam-se o National Book Award, atribuído em 1997. Nesse mesmo ano, a Youth Libraries Group homenageou J. K. Rowling com uma medalha de ouro do prêmio Nestlé Smarties Book Prize, que elegeu A Pedra Filosofal como o melhor romance indicado para a faixa de 9 a 11 anos, ultrapassando os livros de Philip Pullman e de Henrietta Branford. Para Julia Eccleshare, o prêmio definiu a popularidade do livro, já que, segundo afirma, além de ter sido pré-selecionado por um júri composto de críticos, ilustradores e escritores, o resultado final dependeu da votação de crianças, um forte indicador para a aceitação do livro. Também ganhou, em 1998, a maioria dos prêmios literários em que crianças são juradas, como o Children’s Book Award, o Young Telegraph Paperback of the Year Award, o Birmingham Cable Children’s Book Award e o Sheffield’s Children Book Award. Além disso, A Pedra Filosofal chegou a ser nomeado para o Carnegie Medal e para o Guardian’s Children Book Prize, ambos prêmios elegidos por adultos. Outros prêmios foram entregues ao livro por seu desempenho comercial na indústria literária, como o British Book Awards na categoria de Melhor Livro Infantil do Ano e de Melhor Autor do Ano, entregue pela Bookseller’s Association.

Nos Estados Unidos, o livro foi indicado para a categoria de Melhor Livro do Ano na ALA Notable Book  e Publishers Weekly, ambos em 1998. O romance não ganhou nenhuma dessas indicações, porém a revista Parenting Magazine e a Biblioteca Pública de Nova Iorque premiaram o livro como Melhor Livro do Ano em 1998. Outros prêmios atribuídos foram os de Melhor Livro do Ano pela School Library Journal e um American Library Association na categoria de Livro Notável e Melhor Livro para Jovens-Adultos.



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