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Última temporada de 'Dark' é linda, trágica e muito boa


Em duas temporadas, "Dark" criou uma teia complexa com mistérios, viagens no tempo e personagens afogados em dores e mágoas, passadas e presentes. Dar um fim a tudo isso, mantendo-se fiel ao que veio antes, não seria fácil. Mas não se preocupe: os criadores Baran bo Odar e Jantje Friese conseguiram amarrar tudo direitinho no final retorna para a Netflix no dia 27, e podemos confirmar: a terceira temporada é ótima, e dá um fim incrível para a saga dos moradores de Winden.

Obviamente, não vamos dar spoilers aqui

A nova temporada começa exatamente onde terminou a segunda, com Jonas (Louis Hoffman) sendo surpreendido pela chegada de uma Martha (Lisa Vicari) de outro mundo, logo depois daquela que ele conhece ter sido morta por Adam, em meio ao apocalipse.


O novo mundo não é assim tão diferente daquele que já conhecemos, mas revela peças importantes que estavam ocultas no quebra-cabeça que é "Dark". E é um caminho lógico: como o tempo não era suficiente para explicar os estranhos acontecimentos, nada mais justo do que o espaço, o "onde", ser igualmente importante.


No fim, o quadro completo tem muitas outras nuances do que o simples "dois grupos brigando pelo controle das viagens no tempo" a que fomos introduzidos nas temporadas passadas. E, sim, isso é bom!

Ciclos 

Os episódios, envolventes e viciantes, vão aos poucos desfazendo os nós que a série deu nas nossas cabeças, dando respostas que abrem caminhos para outras perguntas até que o círculo, enfim, possa se fechar.


Ciclos, aliás, continuam sendo parte importante de "Dark", o que se reflete mais do que nunca em sua estrutura. No meio da nova temporada, a sensação de que os personagens estão condenados a andar em círculos bate forte, e você consegue sentir o desespero deles. É um feito e tanto.


Personagens 

Jonas e Martha são os grandes protagonistas da história e a dominam em sua reta final. Odar e Friese, no entanto, também tratam com cuidado outros personagens como Katharina e Elisabeth, que protagonizam alguns dos momentos mais dramáticos da temporada.


O final é bom mesmo?

 Sim, pode ficar tranquilo!


O fim torna dolorosamente claro o quadro trágico que une as famílias Nielsen, Kanwhald, Doppler e Tiedemann. Todas as peças se encaixam, e as respostas vêm naturalmente. Há alguns diálogos mais expositivos do que seria necessário, mas eles não atrapalham a experiência.


O último episódio tem momentos realmente lindos, e fecha de forma excepcional o ciclo de "Dark". É uma ótima despedida para uma das melhores séries originais da Netflix.

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